Sinceramente, eu preferiria não falar desse assunto, pois minha opinião é controversa e muitas vezes choca alguns. Mas dessa vez me incomodou demais então vou falar sobre isso.
Suzana Richthofen , Nardoni, João Hélio e agora Eloá. São alguns nomes que trazem a lembrança acontecimentos trágicos, que embora pareçam fenomenais não passam de nossa realidade. Pessoas são mortas todos os dias, das maneiras mais horríveis. Mas em alguns casos há um acompanhamento todo especial, faz-se da tragédia um entretenimento, onde a televisão massacra a sensibilidade do homem ao custo da melhor imagem.
A mídia adora casos assim, onde se explora livremente a violência, onde a audiência é garantida e os “artistas” não cobram nada. O público se sente bem pelo alívio perverso, pode julgar os envolvidos e ainda tem papo pra quando acaba o assunto. Mistura-se o sensacionalismo barato com psicologia, com política, com religião e em certos pontos todos podem ter razão.
A comunidade de Eloá no Orkut tem quase 2 milhões de membros, seus scraps estão em torno de 25 mil, sem se falar nos milhões de acessos que seus vídeos do youtube já conquistaram. Esse excesso incomoda as pessoas inteligentes e sensatas, mas o povo cai na ciranda do sensacionalismo e patrocina com intenção de solidariedade a indústria da desgraça.