sábado, 28 de fevereiro de 2009

Estrada

É ao viajar pela estrada, a metáfora da vida, que entre paisagens ora estáticas, ora dinâmicas, repensamos nosso ser. A mesma distância que nos separa de uns, nos aproxima de outros. E é neste intervalo entre a partida e a chegada que estamos sozinhos. Sozinhos para analisar nossas prioridades e ponderar
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .nossas voláteis emoções.

As pessoas podem nos motivar, nos ajudar e nos ensinar, mas só na intimidade do nosso eu podemos empreender a jornada de decisões. Estudamos nosso comportamento diante de algumas situações, acatamos conselhos cordiais e consideramos o que pode fazer de nós pessoas melhores. Em breves momentos, onde a viagem psíquica ultrapassa as barreiras físicas do mundo pelo qual nos deslocamos, elaboramos todo um plano, pode ser que nada dê certo, mas na vida é preciso arriscar, porque deixar de arriscar é o maior risco.

O que se passou é conhecido, são lembranças, são promessas. No agora, contemplamos a paisagem dos sonhos. E no horizonte se esboçam os anseios de um amanhã desconhecido.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Voltei...

Queridos leitores, após o período de férias, retomo as atividades neste Blog. Gostaria de agradecer nominalmente aos principais colaboradores, incentivadores e divulgadores dessa iniciativa: À Evelyn, que com sua sinceridade e admirável inteligência serve de termômetro à qualidade do mesmo; Ao Jean, meu grande amigo que viabilizou segurança e estabilidade para o desenvolvimento; À Laís, que sempre comenta e cobra novos textos; Ao Diógenes, que inspira a necessidade do mesmo e serve de exemplo motivador; e à Mariel que conquistou leitores onde eu nem sabia.

Gostaria de informar ainda que além dos costumeiros pequenos ensaios, trabalharei mais com relatos (como o dos moradores de rua) e opiniões (sensacionalismo). Conto com as colaborações de todos e o meu Muito Obrigado!

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Sensacionalismo

Sinceramente, eu preferiria não falar desse assunto, pois minha opinião é controversa e muitas vezes choca alguns. Mas dessa vez me incomodou demais então vou falar sobre isso.

Suzana Richthofen , Nardoni, João Hélio e agora Eloá. São alguns nomes que trazem a lembrança acontecimentos trágicos, que embora pareçam fenomenais não passam de nossa realidade. Pessoas são mortas todos os dias, das maneiras mais horríveis. Mas em alguns casos há um acompanhamento todo especial, faz-se da tragédia um entretenimento, onde a televisão massacra a sensibilidade do homem ao custo da melhor imagem.

A mídia adora casos assim, onde se explora livremente a violência, onde a audiência é garantida e os “artistas” não cobram nada. O público se sente bem pelo alívio perverso, pode julgar os envolvidos e ainda tem papo pra quando acaba o assunto. Mistura-se o sensacionalismo barato com psicologia, com política, com religião e em certos pontos todos podem ter razão.

A comunidade de Eloá no Orkut tem quase 2 milhões de membros, seus scraps estão em torno de 25 mil, sem se falar nos milhões de acessos que seus vídeos do youtube já conquistaram. Esse excesso incomoda as pessoas inteligentes e sensatas, mas o povo cai na ciranda do sensacionalismo e patrocina com intenção de solidariedade a indústria da desgraça.