Há um barco, todos remam com vigor e ele vai tomando cada vez mais velocidade, porém, ninguém tem idéia da direção. Um furo no porão, por onde a água entra lentamente, anuncia: haverá naufrágio. Na cabine de comando ninguém parece se preocupar, todos fazem belos discursos prometendo aumento de salário para os operários, pintura colorida das paredes e até elevadores ligando a primeira classe ao porão, tudo isso enquanto distribuem saquinhos de pipoca. Parecem ter soluções fúteis para todos os problemas secundários. E a tripulação se alegra com as promessas e entra em clima de festa.
Cidadãos iludidos com salários e elevadores se esquecem do problema no porão.
Cristãos deslumbrados pela pintura das paredes e o gosto da pipoca se esquecem que seu destino não é no mar.
Uma coisa é certa, se não fizermos nada, em ambas as situações, afundaremos com o navio.
quarta-feira, 28 de maio de 2008
No barco da política e da religião
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Nacionalismo, eleições e a greve dos ônibus
- “Não existe nenhuma "comunidade natural" em torno da qual se possam reunir as pessoas que constituem um determinado agrupamento nacional, ela precisa ser inventada. É necessário criar laços imaginários que permitam "ligar" pessoas ao "sentimento" de terem algo em comum.” (Identidade e Diferença pg.85, adaptado)
- Deveres de um cidadão brasileiro para com o estado no ano em que completa 18 anos: Alistamento militar e expedição do título de eleitor.
- Semana passada os ônibus não circularam, greve. Hoje pela manhã, houve no terminal capelinha uma manifestação política em defesa aos direitos médicos e de reajustes de salários dos motoristas de ônibus (foto).
Sendo o nacionalismo uma imposição cultural que permeia nossa mente nos levando a considerá-la erroneamente como inata a nossa identidade (“sou brasileiro!”), seria racional por motivos nacionalistas servir o exercito ou morrer por seu país? Não! Mas e quanto ao voto, seria igualmente um dever cívico tolo? Considerando que pagamos impostos para o bom funcionamento da sociedade nacional, seria mais do que um dever, um direito, escolher sabiamente aqueles que administrarão nossos recursos pensando tanto em nossas necessidades, como nas de nossos filhos, e da nação. Cada cidadão tem suas carências, uns dependem do SUS, outros de educação pública, eu perdi um dia de aula pela greve na SP Trans (Companhia de Ônibus). Infelizmente, não podemos ser todos atendidos, mas se cada um optar pelo seu interesse a maioria será atendida. Os motoristas exigiram seus direitos pela greve, o voto é o meu grito de protesto.
Começa o dilema, a corrida política, não mais expectador, agora ELEITOR!
Opinião desenvolvida como resultado de contribuição intelectual de Jean Luc Mororó Roland;
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